09.07.08

insistência e perseverança

Enviado em Sem-categoria às 6:09 am por joao henrique

a dor como sempre dói, obviamente de um jeito doído. sei lá, pelo menos tem algo de muito bonito nessa repetição diferente, né? persistência como utensílio de obtenção do êxito. como ela, quem sabe um dia eu ganhe força e me personifique em algo maior usufruindo da voz que não é minha, e ainda  de fato me tornar abrangente? ela pode ser minha inspiração… conseguiu o que queria depois de tantos vastos anos me denegrindo, me degradando.

eu devo usar isso de inspiração, e se até lá, eu for eu, além de me inspirar posso usar deste conhecimento quase megalomaníaco;. “queria agradecer o meu pai, minha mãe e a minha dor de cabeça… beeeijo enxaquequinhaaaa!”, “eu sou tenho dor de cabeça e não desisto nunca!”

enfim, que seja. se for, vair ser. se não for, já é. daqui uns dias, tudo vai ser igual. ã? he-he.

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Enviado em Sem-categoria às 5:43 am por joao henrique

não importa como eu me expresso, ainda dói e ainda é aquela coisa indescritível.

cefaléia crônica com agravantes emocionais.

Enviado em Sem-categoria às 5:36 am por joao henrique

desconforto muscular, ligeiramente mais acentuado na região da nuca e pescoço, meio duro, meio quente, totalmente exaustivo. inserções de pressão que aparecem de modo intermitente forçando a cabeça a abaixar, a cair, ceder.

desconforto visceral, expremendo algumas partes, inativando outras, desmantelando a vulga integridade; o sangue parece circular com a mesma dificuldade com que roda um ônibus pinga-pinga. a comida normalmente não entra, se entra, não desce. uma parte endocrinológica desequilibrada e não-funcional. respiração errada involuntária, não atende as reais demandas do corpo, déficit de oxigênio crescendo aos poucos, causando náuseas, formigamentos faciais, instabilidade física.

definhando.

sensações distorcidas, dor latejante, dor de pressão, dor de formigamento,  dor de pontada; dores gritadas. dor. mais da mesma, confundindo aquele que não é mais o mesmo e aquilo que não é mais o certo.

comportamento obsessivo-compulsivo.

Enviado em Sem-categoria às 4:44 am por joao henrique

quase quatro meses; mais de quinze mil músicas. é.

09.04.08

antipatia, indiferença e frieza.

Enviado em Sem-categoria às 11:08 pm por joao henrique

não me leve a mal;

não me queira bem;

apenas respeite o meu espaço.

Céus, não! Me chicoteia, mas não me conte isso que você chama de drama.

Enviado em Sem-categoria às 10:13 pm por joao henrique

Imagine quantas histórias se desenrolam das inúmeras vidas humanas que existem… quantas pessoas esclarecidas, quantos relacionamentos tortuosos, quantos acordos postulados, quantos acordos quebrados, quantos eventos privados, quantas superações, quantos fracassos, quantos dramas, quantos sorrisos, quantas lágrimas, quantas expressões artísticas, quantas conversões dialéticas, quantos finais felizes, quantos desencantos pós-finais-felizes, quantos fins, quantos começos, quantos empecilhos, quantos mistérios, quantos conflitos conflitivos de um tudo e todo conflitante… (ad infinitum)

E com tudo isso, com essa imensidão de histórias, com essa coisa grande e inimaginável existente por aí, com pessoas realmente interessantes, porque diabos você acha que eu, por algum momento, quero ouvir o seu pequeno drama de pequeno burguês, inflado por um ar que não é nem real? Se você, ao menos, soubesse contar uma história, usasse bons conectivos, conhecesse bons adjetivos e não caísse no erro da repetição de enredo e personagem, quem sabe… mas não. NÃO!

Dramas egoístas, angústias encobertas.

Enviado em Sem-categoria às 9:46 pm por joao henrique

Todo mundo vive. Todo mundo o tempo todo quer tudo e quer para sempre. E todas as subjetividades com os seus moinhos e intempéries, não querem outra coisa que não seja a atenção absoluta que desemboque em uma repetição geral de sua existência errante, com contornos de belo, e grandes ouvidos gordos, milhares deles, todos e mais um pouco, sem nenhuma exceção, ali, dispostos e em prontidão para servirem de penico.

Não é apenas ser ouvido, é ser reinterpretado por cada qual, que se utilizando de seus próprios conteúdos tendem a se sentir quase nada, perto de todo esse drama, viram quase telespectadores.

Talvez a influência de modelos vigentes e de outros idealizados, fazem daquelas subjetividades desesperadas por atenção, uma atração no picadeiro; engrandecendo pequenos atos, engraçando pequenas dores, parodiando acontecimentos. Tudo para prender os olhos de quem passa, afagar o vazio de quem conta e fazer alguma coisa do tempo, que mesmo muitos reclamando da sua escassez, ninguém consegue administrar.

É a lei do mais forte; quem grita mais, mais alto e por mais tempo; quem consegue convencer o outro, e todo o seu potencial criativo e emancipatório, virar telespectador do efêmero desimportante alheio. É gritado o tempo todo e o conteúdo comunicado tende a zero, há gritos de dor, de alegria, de raiva, de desespero, de compaixão, tudo do seu pequenino âmbito intimista, gritos que declaram a grandeza mau-e-mal-resolvidas de quem fica rouco aos poucos. Toda essa externalização radical acontece sem ao menos haver uma introversão à priori, talvez, partindo do pressuposto que um cão ladra não por coragem e sim por medo, o medo do seu desconhecido toma conta e a alienação surge como uma alternativa a realidade.

09.02.08

…para constar

Enviado em Sem-categoria às 12:51 am por joao henrique

baby, você se vende por muito, muuuito pouco.

09.01.08

afinal, saudades?

Enviado em Sem-categoria às 3:10 am por joao henrique

me lembo, e gosto, de todos aqueles momentinhos que vão se conglomerando e formando alguns maiores, e maiores, e maiores, aí quando vejo, já são dias, semanas e meses bons.

aquela conversa absurda no portão da minha casa que periga durar mais que a estadia dentro do quarto e cozinha, assuntos vazios e repletos de graça, graça que depois nutre-se por si só, ora pelo trejeito de rir de um, ora por reações inusitadas de outro.

cofissões que saem rasgando por doer demais, reconhecer que o novo sempre vem e o amanhã a Deus pertence. ter uma trilha sonora que quase encobre os diálogos e nem por isso vira motivo de queixas, contanto que haja consenso na escolha de tal. momentos de raiva boba que deixam claro o porquê de serem esses os meus amigos.

as vezes em que nos reunimos mesmo sabendo da falta de assunto, apenas para ficarmos perto, pensarmos juntos, cada um em suas coisinhas e nas coisonas coletivas, verbalizar o que sufoca, buscar ajuda em forma de discussão, tender ao álcool quando o racioncínio não for suficiente, experienciar situações, que mesmo não sendo únicas, são extremamente especiais. sofrer das mesmas dores, querer os mesmos males.

procurar nosso próprio modo de viver, aprender a viver, aprender a superar limites, aprender a passar por esse eterno período de transição, aprender a conviver, aprender a ser melhor, aprender a aprender.

acontece que eu não sinto saudades. me limito a dizer, que eu gosto de tudo aquilo, foi especial, são histórias que eu nunca irei esquecer independente de como as coisas estejam amanhã, que cada uma daquelas pequenas partes me trouxeram até aqui, fez com que isso fosse a minha vida, e fez de mim, eu.

não sinto saudades, talvez sentir isto seja apenas uma das formas mais profundas de se machucar, e realmente a propensão para isso acontecer é bastante grande, já que as expectativas orbitam em torno da incerteza de cada um de nós.

então, tudo o que eu posso dizer é que não foi à toa, e estaremos juntos sempre que possível, enquanto existir.

meio blasé, meio bossa nova, meio meia-estação, com notas cítricas e apimentadas, super vintage, cool e refinado; uma releitura-dinâmica. super hot season.

Enviado em Sem-categoria às 12:50 am por joao henrique

a ânsia por ser interessante é uma das poucas corridas que superam a armamentícia, pessoas se aculturando, resgatando coisas do passado, sem nem se preocupar se é bom ou não, apenas se bastando por ser vintage, esquecem que, como hoje, no passado, lixo é o que não falta. é uma questão de bom gosto antes de qualquer coisa, só é cafona quem se permite, sem contar que não existe nada de errado em ser cafona ao ser verdadeiro, pessoas ‘ridículas’ conseguem ser bem mais reais do que esse arzinho europeu chulo que tantos acham respirar.

no período colonial, as pessoas andavam com vestimentas que pesavam quilos, apenas porque, na europa, era aquele o jeito de se vestir, sem nenhuma consideração que, diferente daquele continente, esse era um país tropical, quente pra burro, não pavimentado, cheio de poeira, barro, merda e esses detalhes característicos de um lugar atrasado. infelizmente o tempo mudou, algumas ruas foram pavimentadas e o velho mundo continua sendo o ponto de referência para nós que vivemos cercados de bananas, bundas, futibol e samba.

tem quem construa arduamente uma imagem sem sequer pensar na obviedade se aquilo é funcional em si, quantos se transformam naquilo que sempre condenou e não tomam o pequeno cuidado de apenas reparar. essas vidas não são suas.

o resultado desse seviço porco todo, é o óbivio e o mais broxante possível, pessoas sem indentidades, que se dizem uma na teoria, se fazem de outras ná prática, ao ouvir são outra, ao falar também, se relacionam sem nem mais reconhecer o que estão tentando ser e no fundo acabam não sendo nenhuma, nem nada. com essa falsa pluralidade conseguem, com a mesma rapidez  que impressionam, causar a mais profunda decepção, pois de fato não existem.

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