08.28.09

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Enviado em Sem-categoria às 5:52 pm por joao henrique

comecei a suspeitar que eu era um pouco diferente, quando percebi que todos os músicos que eu ouvia eram adjetivados com a palavra melancolia e suas variações.

para além do desvio padrão.

Enviado em Sem-categoria às 7:05 am por joao henrique

Eu era menor, e tinha essa vontade grande de ser igual a todo mundo, vontade que, para alguém do meu tamanho, só trazia a certeza que eu não me encaixava, pois quem é igual a todo mundo simplesmente é, não precisa desse intenso, estranho, desejo de ser. O desejo não era de ser apenas igual a todo mundo, era de ser ordinariamente igual a todo mundo, me adaptar, chegar sem despertar grandes atenções, me infiltrar naturalmente nas maiorias, um pouco alienado, um pouco alienante. Sempre achei incrível a capacidade que as pessoas tinham de ser a multidão, sem nenhuma pergunta, sem nenhum porém, apenas caminhar em passos despreocupados, ser o movimento. Parecia que quando se tratava de mim, sempre havia uma ressalva, sempre uma conversa em particular, e não só, quando enfim passava por essa triagem, para ser qualquer um e finalmente ser eu em meio aos outros, me sentia deveras desconexo, descompassado da massa, sem fôlego para manter aquele robótico ritmo constante. Eu era novo demais para estar passando pelo processo de individualização, ser diferente era uma condição obrigatória que me era imposta; você sabe como as crianças podem ser maldosas, e acredite, elas foram, por diversas vezes, foram. Eu era aquilo que a vida fez, dramático-socio-psico-endocrino-joao-henrique; crianças deveriam ser tabulas rasas, deveriam não ser muita coisa.

08.26.09

Enviado em Sem-categoria às 5:24 am por joao henrique

na rotatividade do ciclo vicioso, perambulando, mirabolando, fazendo errado. a falta e a falta do que fazer com ela; a frívola faísca ordinária do fracasso. um choro desolado no escuro, murmúrios pequenos de uma alma conformada. alma confrontada, transtornada, esvaziada de sentido, esvaziada por sentir, sem cor, sem forma, sem sorte. lamentos lentos, fracos lamentos, lamentos vencidos pela dor e pela vontade de doer.

08.19.09

Enviado em Sem-categoria às 9:12 pm por joao henrique

“O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos a brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.”

- Fernando Pessoa

08.15.09

cannonball

Enviado em Sem-categoria às 4:48 am por joao henrique

Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage
Teach me to be shy
‘Cause it’s not hard to fall
And i don’t want to scare her
It’s not hard to fall
And i don’t wanna lose
It’s not hard to grow
When you know that you just don’t know

- damien supra-sumo rice

08.14.09

Enviado em Sem-categoria às 5:41 am por joao henrique

porque no fundo, eu nao sou nada alem de fraco e triste

08.13.09

desconhecido

Enviado em Sem-categoria às 6:15 pm por joao henrique

estranho

08.12.09

ctrl+c, ctrl+v

Enviado em Sem-categoria às 10:45 pm por joao henrique

é tão tentador usar de palavras que não são nossas para dizer as coisas que não temos coragem, ou não sabemos como expressar, além de bom, a gente evita se comprometer com meia dúzia de palavras tortas, porcas.

fire and the thud

Enviado em Sem-categoria às 10:39 pm por joao henrique

The day after you stole my heart,
Everything I touched told me it would be better shared with you

- macacos do ártico ;D

Cannonball

Enviado em Sem-categoria às 4:06 am por joao henrique

Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So it’s not hard to fall
When you float like a cannonball

- Damien rice

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