07.30.09

Brianstorm

Enviado em Sem-categoria às 5:16 pm por joao henrique

Brian, top marks for not tryin’
So kind of you to bless us with your effortlessness
We’re grateful and so strangely comforted

And I wonder, are you puttin’ us under?
‘Cause we can’t take our eyes off the t-shirt and ties combination
Well, see you later, innovator

Some want to kiss, some want to kick you
There’s not a net you couldn’t slip through
Or at least that’s the impression I get
‘Cause you’re smooth and you’re wet
And she’s not aware yet, but she’s yours

She’ll be sayin’ use me, show me the jacuzzi
I imagine that it’s there on a plate
Your rendezvous rate means that you’ll never be frightened to make them wait for a while

I doubt it’s your style not to get what you set out to acquire
The eyes are on fire, you are the unforecasted storm

(Brian) Calm, collected, and commandin’
(Top marks for not tryin’) You made the other stories standin’
With your renditions and jokes
Bet there’s hundreds of blokes that have wept cause you’ve stolen their… thunder

Are you puttin’ us under
‘Cause we can’t take our eyes off the t-shirt and ties combination
Well, see you later, innovator

- Arctic Monkeys

provavelmente a minha primeira lembrança

Enviado em Sem-categoria às 4:24 pm por joao henrique

lembro-me com certa clareza não muito comum para os acontecimentos da época, um pequeno conto com início, meio e fim, a escolinha turma da mônica tava em alta e com o sempre ar escuro, a pessoa que pensou na iluminação daquele lugar, não pensou muito bem.

eu já tinha aulas com a professora Ivone, a professora dos mais velhos da escolinha, só gigante estudava com ela; certo dia depois de um lanchinho no refeitório, ela conduziu todo nós pequeninos para o banheiro e falou que tava na hora de escovar os dentes. eu achava um barato ela esovar os dentes também, diferente dos outros adultos que dá ordens pra gente e que nunca as fazem.

e como criança só aprende com exaustiva repetição, ela começou a escovar a enorme boca dela falando que era igual um trenzinho, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, ela sempre falava do trenzinho, mas eu associava o tal do trenzinho, e o movimento que ela fazia, com quele ferro que liga uma roda a outra do trem e executa movimentos circulares, esse era o trenzinho pra mim, e todo faceiro eu achava tá arrasando no movimento circular, depois de muita escovação, uma competição quem terminava primeiro e quem terminava por último, a professora pegou uma escova de não me lembro quem e falou: “mas essa escova mais parece uma vassoura de bruxa!”, rimos horrores do bagaço de escova, embora quando eu ainda era aluno de outra tia, já tivesse ouvido ela falar isso pros alunos dela, mas agora parecia que a conversa era comigo, agora eu tinha o direio de ouvir e dar risada daquilo. passou, fomos pras nossas aulinhas.

depois de um certo tempo, algumas aulas se passaram, alguns dias com aqueles momentos de escovação se passaram e tudo mais, por algum motivo a gente recebeu uma visita de um homem e uma mulher, provavelmente pais que estavam vendo se aquele ambiente era ideal para educar seu filho, eles ficaram um bom tempo lá, na hora pós- refeitório por estar com eles, a professora não ficou nos assistindo, escovamos os dentinhos, talvez tivesse até uma musiquinha para isso, mas minha memória não é assim tão boa. depois de uma boa escovação, eu todo orgulhoso do estado dos meus dentes e da minha escova, fui correndo mostrar pra tia, cheguei perto dela, puxei pela roupa e falei: “ó meu dente, tia. e ó a minha escova, não tá vassoura de bruxa!”, aqueles adultos riram, e ela, pela sala que estava fazendo, riu também, a ainda riu com um ar de “o que esse menino tá falando” ou “essas crianças inventam cada uma”, enfim, me senti mal por aqueles risos como se eu tivesse falando alguma coisa de muito diferente, fui guardar minha escova pensando “a tia riu de mim. a tia me traiu”, e cabisbaixo voltei pra aulinha, alguma de pintar.

Enviado em Sem-categoria às 4:02 pm por joao henrique

por quanto tempo vale uma verdade?

joãozinho, joãozinho

Enviado em Sem-categoria às 3:53 am por joao henrique

aliás, você oscila muito, só pra deixar registrado.

joãozinho, joãozinho

Enviado em Sem-categoria às 3:52 am por joao henrique

você oscila muito no meu conceito, mas meus parabéns, mesmo que efêmero.

Enviado em Sem-categoria às 3:36 am por joao henrique

às vezes a gente fica resgatando uma ilusão que esquece da desilusão que acompanha e faz aquele velho par ação-reação que a gente finge não existir e periga perigosamente reafirmá-lo.

Enviado em Sem-categoria às 3:27 am por joao henrique

quem não tem nada a perder se desfaz muito de si.

jornada à lugar nenhum

Enviado em Sem-categoria às 3:25 am por joao henrique

eu deito um pouco e ao invés de vir o sono, vem a lucidez, tá, é terra de ninguém mesmo, eu não mando em porra nenhuma, ok. aí eu tenho esse pequeno ensaio sobre a clareza, e de toda a branquidão o que saí é a sensação de que tudo é um novelo embolado e envolto sabe se lá do quê, onde tá a luz disso?, desconsiderando todo o tapa de ironia que insaciavelmente invade minha cara, parece prudente, e ,com um pouco esforço, até certo, respirar profundo, criar o ilusório que isso é a vida entrando e que sendo vida, apenas vida, viver é simples, dá paz. depois da paz vem o sono, ou a vontade incontrolável de começar a viver o simples já, de olhos bem abertos, e é fácil, no começo parece que tá rolando e que a bigorna na cabeça e a corrente no pé não estão lá, nem nunca existiram. despercebendo que se caminha em uma esteira, sorri, sorrio, e de repente, não mais que de repente, a tomada de consciência involuntária é, tudo de errado tá ali, tudo errado é o que se é, errado é relativo, impotência não; cada qual sente suas conclusões e contusões na pele, no osso, em cada sinapse que acontece e que periga acontecer.

eu fui, eu sou

Enviado em Sem-categoria às 2:53 am por joao henrique

eu tenho, eu sou

Enviado em Sem-categoria às 2:50 am por joao henrique

olha aqui, eu tenho uma vida e não tenho medo de usá-la! mentira, tenho sim

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