02.20.09
em conflito-terapia
depois de duas gordas sessões, me reestabeleci mentalmente, embora tenha sido necessário esgotar todo bem-estar físico que vinha acumulando pelo tempo; depois de dar os árduos passos para frente, dormi por 12 horas seguidas, chorei com as cores do novo dia e tive a certeza ligeira e angustiante que não havia mais volta.
agora é preciso viver, enfrentar os fantasmas, monstros e pulgas, aproveitar melhor o dia e seguir sempre em frente, mesmo que o sempre em frente signifique esporadicamente um retrocesso.
colchão, frente-fria e folhas secas (o aprendizado por um sonho)
as pequenas coisas que me fazem querem morrer, são as mesmas que outrora poderiam ter sido a solução para uma vida plena e se hoje não passam de um punhado de erros incriminatórios, it’s not your fault. é que às vezes acaba por desimportar o que foi ou deixou de ser, visto que uma cicatriz é melhor que qualquer felicidade momentânea; uma marca é também uma bagagem e um colchão pode deixar de ser um empecilho e passar a ser um lugar para dormir, talvez com segurança.
fools human beings
tudo seria mais fácil, correto e o mundo até teria conserto
se as pessoas escolhessem ser sinceras
com os outros e também com a sua interioridade
reductio ad absurdum
porque é isso que você tá fazendo de mim e comigo. DICA!
Deus…
as promissórias são a vontade, transcrita, de honrar com tudo aquilo que para alguém é direito, então, por favor, me vê mais uma dessas, porque ultimamente eu não estou em condições de agir de acordo. desculpe os meus primeiros erros, sendo cometidos novamente de novo; obrigado por iluminar meu caminho, perdoar os meus pecados e me livrar de todo mal.
…e sempre um pouco mais real
do nocivo eu preciso de distância e do conflito eu quero um porre.
02.14.09
auto-destrutivo? (ou o movimento de lacete)
as últimas consequências, até que ponto alguém chegaria, o gosto pelo estrago, caos… o fim de toda rodovia sem saída sempre me despertou enorme medo e curiosidade, estes que não deveriam ser miscíveis entre si, acabam num emaranhado homogênio que para mim parece confuso, fazendo de situações, que racionalmente seria mais aconselhado fugir pela tangente, extremamente atraentes, logo, inevitáveis.
medo e curiosidade que deveriam se barrar, acabam alavancando um ao outro com movimentos de repuxo ocasionando uma gama de bruscos movimentos mecânicos que me embriagam, levando para longe o senso de juízo.
há alguns dias, deixei de acordar ressacado, o que fez do tempo e de sua sucessão uma eterna ebriedade… eu não sei a hora de descer do carrossel, deveria me afastar, deveria me desculpar e conseguir dar uma justificativa, mas os movimentos vão me levando cada vez mais para o centro do centrípeto. o medo me guia; a curiosidade me abençoa.
