11.30.08

Enviado em Sem-categoria tagged às 5:06 am por joao henrique

“Ela me olhava triste. Eu não suportava seu olhar triste a lembrar-me das vezes todas que a tinha procurado inutilmente pelas ruas sem encontrá-la. Agora que a encontrava já não a procurava. E um encontro sem procura era tão inútil quanto uma procura sem encontro.”

- Caio Fernando Abreu

dificuldade em coisas banais

Enviado em Sem-categoria às 3:01 am por joao henrique

pouco pra mim é tão muito.

temporalidade (ou a tomada de consciência)

Enviado em Sem-categoria às 1:38 am por joao henrique

as verdades que criei, para tomar as decisões que se fizeram necessárias, foram, aos poucos, sendo esquecidas, toda a dissimulação sofreu perturbações que deixaram transparecer outras questões, até então impassíveis da tomada de consciência, se mostraram como um admirável mundo novo, onde eu uma vez vivi sem nunca ao menos ter estado lá.

com o tempo tampouco consegui lembrar quais teriam sido as preposições usadas, ou o porquê de alguns discursos. a verdade é que o tempo é uma vadia desesperada por atenção e hoje só o que importa é o que já foi, há tempos, devidamente repudiado, não por gosto, e sim porque era factualmente doloso. e se eu tenho um dedo de culpa metido nisso tudo, talvez os novos pensamentos sejam cabíveis, mas nem por isso direitos.

errando muito e, não obstante, persistindo.

anseios

Enviado em Sem-categoria às 12:51 am por joao henrique

quisera o arrependimento, a possibilidade do erro, levar para a cama a descomunal dor que impediria que os sintomas do sono se propagassem, e quando estivesse quase invadido por um estado de subconsciência a imagem daquela, desconsolada e perdida, surgisse em sua mente o perturbando e o forçando a no mínimo se arrepender.

quisera que de tantas novas incertezas, que de tantos monstruosos medos, fosse acometido de um estado febril, daqueles que fazem das dores insustentáveis e com tudo isso repensasse a situação, as perdas e os danos.

quisera que com a luz do novo dia surgindo em sua janela, ele se pusesse em pé, andasse em círculos calculando o que fazer de bom com aquele nó em sua garganta, esperar mais um pouco, descer para a rua da quadra de baixo, gritar aquele nome deveras afetivo, discutir, sofrer, implorar, se humilhar, humilhar, atingir algum nível de dignidade, beijar; beijos e discussões, algumas lágrimas merecidas, algumas outras tantas discussões preventivas e a certeza de que aquilo não é e nunca foi em vão, e que ela é nele insubistituível.

quisera um fechar a abrir de olhos que não arrastasse aquele rosto para longe do seu.

quisera; deitou e dormiu um sono sem sonho, profundo e vazio, exatamente como ele.

11.29.08

conversa fiada

Enviado em Sem-categoria às 11:46 pm por joao henrique

um dia eu prometo tentar ser humano o suficiente para divagar sobre todas frases de efeito

Enviado em Sem-categoria às 2:55 am por joao henrique

eu procurei em outros corpos encontrar você

11.23.08

lugar ao sol ou coisa parecida

Enviado em Sem-categoria às 4:22 am por joao henrique

um dia espero te reencontrar uma bem melhor

um dia espero que você me reencontre numa bem melhor

um dia espero me reencontrar numa bem melhor

volátil

Enviado em Sem-categoria às 4:21 am por joao henrique

e adivinha? não se sustenta

11.22.08

Enviado em Sem-categoria às 10:39 pm por joao henrique

pode parecer estranho, mas eu gostei de você

11.05.08

joãozinho, joãozinho…

Enviado em Sem-categoria às 5:13 am por joao henrique

por favor não foda com tudo.

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