08.30.08
“eu conheci uma garota de cabelo vermelho, piercing no umbigo, tattoo no tornozelo, olhos cor de mel, nariz arrabitado (…)”
naquele tempo eu passava por várias experiências, das quais muitas não suportava e todas me adoecia. você surgiu como amiga e esse ambiente doente distorceu o que não devia.
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tudo que a gente tinha, era bonito, era o que eu queria, você namorava e eu curtia o meu tempo… seu namorado era um idiota, e algumas das tantas vezes que vocês brigavam, devo dizer que eu gostei, não porque te queria disponível, mas aquilo não era homem, muito menos alguém digno e apto a estar do seu lado. houve aquela vez em que ele te fez sofrer, te fez mulher vulnerável, cara, eu senti meu sangue ferver, lágrimas sem rumo minavam dos seus lindos olhos amendoados, senti a sua voz trêmula e desconsolada, destoando aquela que você era.
foi inadmíssivel aceitar que depois daquela dor, vocês juntos estavam novamente, não era certo. ele te dobrou, te manipulou gostoso, era muito mais do que dava para aturar, era se vender muito baixo, era não perceber o aspecto de mercadoria que aquilo te deu. fiquei perturbado por você estar sendo destruida, tive que ter aquela conversa delicada, tive que abrir seus olhos, expor meus pensamentos, te enaltecer já que mais ninguém parecia fazer isso.
quando vocês terminaram eu continuei te apoiando, zelando seu ser, suprindo a falta que te acometia e apenas ali. abri mão dos meus detalhes banais para passar meu tempo junto a ti. quando você se confessou feliz, feliz também fiquei.
acontece que a sensação de tarefa cumprida, para não variar, me deixou vulnerável; e a tarefa cumprida te deixou vislumbrada. você deu a entender o que queria, daquele seu jeito sutil e certeiro, eu, em suma tentei desentender, inútil, aconteceram outras investidas, outras falas até que criei e assumi o meu compromisso com você.
o compromisso, isso foi de fuder. hoje acho que era por ser muito imaturo, por nunca ter tido uma história convincente com alguém… um adolescente bobo que se espelhava em coisas duvidosas. eu não sabia como me comportar. aquilo foi ficando sufocante, porque enquanto você precisava de atenção, eu só queria permanecer leve. não dei importância, não divulguei nosso novo estado civil, tratei tudo com o mais completo descaso desatento, o seu sentimento pulsava, crescia e me atava, fiquei com inveja intimidado com a sua capacidade de amar, achei que tinha perdido o que eu sentia por você, mas só me dei conta que aquilo que eu disse sentir era apenas o que eu queria estar sentido.
faltou coragem para te manter informada como eu não gostava de você, eu não sabia tocar nesse assunto e resolvi deixar sub-entendido parando de tocar em você. fui frio e egoísta. quando vi, era tarde; havia me tornado o idiota do seu namorado, e dessa vez eu não poderia te ajudar a superar.
