08.03.08
auto-destrutivo
eu tô aqui, a mais de meia hora tentando escrever alguma coisa, fazer com que essas palavras bem colocadas me ajude a entender, me de um pouco da calma perdida, mas no way man. parece que chega um ponto em que até você vira as costas para você. a meia hora, ou (muito) mais, tô tentando elaborar alguma coisa que faça sentido, para que se não for possível ter paz, pelo menos eu tenha isso, pelo menos eu possa me apegar a isso.
damn it joão, um dia você tem que parar de ser a pior pessoa que você pode querer ter por perto, serião. é desgastante; ao que parece, você não vai se ver livre de você em tão pouco tempo, então entra em um consenso vai, por você enquanto um. por você. por enquanto, enquanto dá.
há tempos que eu recuperei o meu amor próprio, tanto que a minha integridade física tem sido quase suprema. eu tenho amor próprio, um monte dele, transbordando, pra dar e vender pra todas as partes do eu, mas tem dias, ah tem dias que eu me odeio de jeito, até onde o sentimento consegue ir, e vai longe, decola.
de nada adianta o pesado investimento que eu tenho feito em mim, o viver para ser melhor, levado ao pé da letra, de cada dia; se eu, ao fim de um dia, não consigo me agradar, não me dou bem comigo mesmo, não abaixo a guarda, não tenho paz, muito, muito menos um conjunto unitário.
eu, eu, eu, é. o problema aqui é só esse. todos que passaram e passam em torno de mim possuem pelo menos uma coisa que os fazem digno de admiração… já você, ou melhor, eu, ou quem sabe, nós, não estamos dignos de respeito, e a pior parte disso tudo é que diferente deles, eu não sou passageiro na minha vida, você vai ter que me engolir. e indigestão? dizem que isso mata, vai saber, eu sou só um fodido em busca de equilíbrio
