07.04.08

alone.

Enviado em Sem-categoria tagged , , , , , , , , às 5:00 am por joao henrique

escrever é uma forma de se sentir menos sozinho, so here it goes again, não vai fazer muito sentido, mas nem precisa.

agora é o cedo do tarde, quase uma hora de uma recém chegada sexta-feira levemente fria, ou talvez não, talvez seja só a sensação térmica que um bom terere que se preze traz… passei boa parte de quinta e de hoje alternando atividades individuais. 

ouvi uma boa música alta, gritando e desafinando todos os tons possíveis, assisti alguns filmes, li um bom livro, respondi alguns tópicos de algumas comunidades sobre assuntos que não convém falar agora, assisti tv, li uns contos, li algumas notícias aleatórias e finalmente terminei de assistir os episódios que faltavam de pushing daisies, prorrogação um tanto estranha já que gostei tanto da série, acho que a abordagem do toque e não-toque que sempre estavam em evidência perturbaram um pouco. acho que eu percebi o quanto essa novelinha pode ser angustiante e como lá ela ainda se repete, no matter what. 

enfim, os comportamentos emitidos hoje tiveram grande cunho anti-social, tanto que nos diálogos que participei ficou evidente um ligeiro descaso de interesse e palavras balbuciadas que saiam arrastadas, sofridas.

sabe aquela cena bastante comum em filmes, seriados e lalalá, que tem uma pessoa sentada em um sofá enquanto o mundo todo a sua volta está acelerado, as vezes vem uma pessoa senta ao lado, mas logo sai, pessoas passam, se movem, passam, mudam, passam, pulam, passam, convesam, passam, interagem, passam, passam. todos vão e logo aquela pessoa fica sozinha com os seus fantasmas, ou melhor continua sozinha, visivelmente perdida dentro si, fora de sintonia, com a cabeça longe, ou ali mesmo só que não conseguindo se externalizar por um acumulado de sintomas, motivos, machucados. hoje como de costume eu fui essa pessoa, e como o que acontece com ela, depois que todos saíram de cena a câmera enquadrou meu rosto abatido e a velocidade voltou ao normal me “desprendendo” do sofá… por mais que eu não tenha agido para tal o ambiente agora é um reflexo da minha mente, uma grande área útil utilizada de forma errada, cheia de vultos, cheia de sombras.

eu me movo e exploro o local, muitos já estão dormindo, os que não ainda ativam a minha não-vontade. muitos, muitos já estão dormindo e agora eu sinto vontade desses, vontade que aumenta e atrapalha a hora de durmir; vontade que nem lembra de existir ao acordar.

1 Comentário »

  1. vanessavma disse,

    não que eu deva celebrar tua solidão, mas convenhamos que o texto ficou incrivelmente bom!

    :D

    Quer ir na feira?

    :*


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