depressão matutina.

o sono que em via de regra já não é a parte mais agradável de viver, tem dias que consegue ser ainda pior… ele vem acompanhado daquelas alucinações que me acordam para logo depois paralizar e prender minha respiração, tudo vai ficando ainda mais desconfortável quando tento de todo o modo se despreender do bloqueio imposto, me mechendo como posso, cansando e sentindo cada vez mais falta de ar, falta esta possuidora de um temperamento ardiloso, que só volta na hora em que já estou completamente sem forças, totalmente tonto e descrente que vou suportar, passado três segundos, não mais que cinco este ciclo volta a se repetir, não há bem-estar muito menos paz.

me tira tudo e qualquer coisa boa, me impõe um misto de desespero e exaustão…

ao passar do tempo a sensação nauseante vai se dissipanto ficando só o medo, que tem um pingo de piedade, e lentamente vai conduzindo essa tão violentada alma ao sono. os sonhos devido a sua composição não é nenhuma surpresa, a voz não sai, o andar não anda, tudo me empurra e de alguma forma agride. tudo se apaga. doce escuridão.

virando e revirando as poucas horas de sono dão a sensação de serem apenas ralos minutos, o dia se anúncia com os primeiros ruídos que causam pânico, de primeira não abro o olho na vontade de não ser acometido pelas aflições que noites assim nos dão de cortesia, inútil. o pensamento é inundado de solidão. me levanto com mil coisas em mente, na maioria medos que são evitados, trazendo inconvenientes respostas de sopetão, mais uma dose de angústia, as respostas são as mais pessimistas possíveis, encostam o meu rosto no chão e me fazem gritar pinico. realidade distorcida e certeira.

medos, mortes, inseguranças, vaidade, mentiras, verdades… corre porque você tá quase atrasado e tem muito o que aprender e fazer. bom dia (#).

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