03.21.08
família! família! papai, mamãe, titia…
sempre quando eu volto as origens com o pensamento de matar a saudade, por o papo em dia, estar perto ou simplesmente sentir a obrigação de dar as caras por fazer parte dessa instituição sagrada e indiscutível que é a família eu tenho a infeliz certeza incerta que tudo está ainda mais desgastado, destruido, acabado, arruinado do que da última vez que eu encherguei ou pelo menos tentei através da penumbra que ninguém ousa extinguir, por mais que os comentários deêm a entender que essa barreira, corajosamente, vem sido rasgada por desbravadores fiéis as suas raízes, mesmo desconhecendo o verdadeiro modo que ela se fez e foi feita… pra você que gosta de histórias tão mirabolantes e tão cheias de reviravoltas como eu, sinto ser desagradável e dizer que o foco nem é esse; as rachadras e os mistérios continuam os mesmos e com a mesma profundidade, amplitude e razão de sempre. A única coisa que muda é a visão distante, onde nem tudo pode ser nítido, mas o tamanho da merda é facilmente compreendido.
então não, ninguém vai ser o aventureiro desbravador da pátria e salvador do sobrenome, todos continuam do mesmo jeito, fingindo estabelecer conexões entre os mais próximos e se afogando na história de vida do coletivo podre trazendo para o indívidual covarde todo o pouco que foi possível e até necessário abstrair.
