enfim, eu não tenho paciência pra mais nada. porra.

dois lados

ponto um: essa pancada de informações que bombardeia por ambos os lados é desnorteante. como dois lados de uma mesma moeda podem ser assim tão profundos e em direções tão diferentes? parecem duas moedas diferentes, de diferentes lugares e valorações…

ponto dois: esse conhecimento aprofundado tende obrigar a escolher mesmo que discretamente um dos lados para tomar as dores, e levantar defesa de uma causa ou caso tão injustiçado.

ponto três: eu não sou digno e nem quero os pontos anteriores, é interessante conhecer as diferenças de um episódio contado uma vez por seu protagonista, outra pelo seu antagonista, mas é invadir o percurso natural das coisas com uma intervenção que não é certa só pelo desejo de resolver situações complicadas. qualquer que seja a situação está claro que a mudança não vai vir da terceira pessoa que passivamente vê a ação desenrolando amiúde.

um pessoa quase deconhecida traz para um relacionamento o quase desimportar, tão atraente e tão fugaz.

as vezes é o que nos faz sentir atraídos por algo despercebendo que isso é um estágio transitório e que eles vão acabar nos conhecendo, seja de um jeito, seja de outro.

weird, so weird.

não quero adimitir, mas também nem precisa. ignorantemente eu disse algumas vezes “isso tá diferente”, “não tem alguma coisa estranha?!”, “tá estranho…” e ponderando algumas coisinhas aqui, outras ali a gente vai construindo uma conclusão sólida que dá medo pelo seu conteúdo. um mísero detalhe só está diferente porque as pessoas que inseriram ele no contexto mudaram de alguma forma ou de forma, pois bem… é bastante estranho quando a mudança não é com você(pelo menos não só com você), porque as influências são incertas quando não, totalmente desconhecidas…

mudar por si só é perigoso, a gente pode facilemente pegar gosto pela coisa e ir virando tanta coisa que a soma de tudo acaba não sendo mais nada conhecível.

interpretação do próximo não é meu forte, logo as coisas que eu percebi nem de perto era o que eu queria.

pode ser um percurso natural ou um instinto de sobrevivência, só que eu não sei sobreviver e meus instintos acho que já foram todos encobridos pela industrialização do meu eu intimista muito intimidado.

é, eu tenho medo e tô sem lado; numa situação dessas eu só digo que eu não respondo pelos meus atos e não devo estar a par das minhas faculdades mentais. isso não é uma ameça é mais um aviso, quase uma mera constatação. eu to atado, não seja covarde, por favor.

o chato de mudar é que nem todo mundo muda da mesma maneira.

o chato de mudar é que nem todo mundo pode nos acompanhar.

observação.

eu achei que esse curso demoraria um pouquinho mais para conseguir surtir certos tipos de efeito que eu não queria evitava

um leigo, maluco, passando por mudanças e mudando algumas outras coisas.

alguém inserido em um círculo social um tanto quanto desequilibrado que pelo acaso funciona.

eu, que sei que acasos não existem e essa palavra aqui substitui uma série de outras indesejáveis.

always about time in a wrong situation

é cronologicamente improvável conseguir alcançar todos os objetivos que se traçam e aparecem em nossa frente vivendo com um só espírito em um só corpo.

antigamente, algumas coisas eram tão atraentes que conseguiam atingir o patamar de merecer o nosso investimento temporal e se tornavam vísiveis. hoje?  hoje é tudo tão explícito, tão rápido, que difícil mesmo é aparecer algo que não desperte o nosso instinto curioso e nos arraste até as mais profundas consequências… o mundo que por si só já era complexo ficou ainda mais magnífico com o advento de toda a obra humana que, mesmo as vezes burra, parece inesgotável e desperta o vício, pelo menos o meu.

a informação é tanta que paraliza, não sei como manusear tudo isso, não sei por onde começar, não sei o que fazer a seguir… o tempo para quem se dedica a essas causas é tão escasso, e ainda sim há tanto o que se fazer, seja no campo da pesquisa, seja no da aplicação, seja no da vivência. 

não há tempo para se viver em vão, fato.

impossível viver insanamente em cima de leituras.

errado se esquecer dá prática.

dizem que o mundo pode acabar em 2012 e o único motivo que me faça não querer realmente que isso aconteça é o mais egoísta possível; quero, e muito, investir em todos os pequenos detalhes que julgo válido como conhecer as pessoas que me cercam e mostrar para estas o quão importante elas já foram para tudo o que eu me tornei e o quanto disso ainda são. conhecer os fatores sociais mundanos que regem todas as relações que existem.

always guilty

ahhh culpa,… como pode, ser doce e tão venenosa?

os outros.

eles te entendendo, significa você ser capaz de ser entendível.

eles te conhecendo, ajuda a você se conhecer mais.

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