02.22.08
críticas duras e boas intenções.
exigir perfeição do novo é deveras cansativo para não dizer inútil e outras coisas muito menos sutis. acontece que o novo assim como todo o resto não é perfeito, tem atos falhos, pensamentos preciptados, atitudes embaraçosas… é um risco custoso a se pagar pelos que nem conhecidos são, é comprometimento demais.
além do que, eu sei que eu não sou a pessoa mais fácil de se agradar, ainda mais quando eu emponho esse inatingível nível de satisfação que nem eu um dia cheguei a alcançar.
mas uma coisa é aceitar e engolir todos os defeitos de amigos que por mais “avesso” que sejam, a gente sabe muito bem das qualidades, das inúmeras virtudes que equivalem e superam as partes feias. outra bem diferente é mergulhar nessa árdua garimpação em águas desconhecidas na busca do incerto e impalpável.
quem sabe se esse padrão de satisfação desumano exista, não para ser alcançado e sim para ser desdobrado por alguém que consiga transformar prioridades em burocracia infundada apenas por ser um pouco mais real que a maioria.
