sweet tangerine.
Fevereiro 29, 2008 às 2:14 am (Sem-categoria)
Tags: aprendizagem, dor, pain, relacionamentos, vivência
o mais tragicômico dessa dor é que mesmo mútua a gente não pode dividí-la.
Fevereiro 29, 2008 às 2:14 am (Sem-categoria)
Tags: aprendizagem, dor, pain, relacionamentos, vivência
o mais tragicômico dessa dor é que mesmo mútua a gente não pode dividí-la.
Fevereiro 29, 2008 às 2:10 am (Sem-categoria)
Tags: mudanças, novo, pain
essa cidade tem um “quê” de acentuar as dores já tão bem experienciadas. digo isto porque já ouvi diversos relatos sobre como as coisas voltam a se agravar aqui e já to sentindo o tanto disso tudo que é verdade… é alguma influência mítica ou o fato dessa arborização que no meu caso me lembra desagradavelmente como é perder o ar em plena luz do dia… tomar remédio aqui não é nenhuma precaução, apenas necessário, obrigatório.
por que o desamparo é tão grande se as pessoas são inúmeras vezes mais atenciosas que na saudosa Curitiba? sim, essa coisa de comparar as duas cidades já tá cansativa e pior, fútil para os que ouvem o dilema da duríssima vida do garoto que fez positivo, passou na uem e mora perto de casa.
essa porra de mata fechada da a sensação de viver em uma estufa apenas maturando para um propósito que não é nem meu… a dor é tanta e tão diferenciada que me tira da órbita, do meu eixo, da rotação em torno do novo. eu quero aproveitar todo esse momento, mas a depressão somada com a dor de cabeça e a bizarra formigação facial que me deixa tão puto e tão assustado mostra uma resultante que me faz desejar incógnitas.
a exposição só evidencia o vazio, vazio, vazio.
vazio otário. vazio covarde, eu não me esqueço de você, não se preocupe, deixe-me mais solto que eu te dou a certeza que eu ainda volto e você ainda me consome.
Fevereiro 23, 2008 às 12:29 am (Sem-categoria)
Tags: bipolar
Fevereiro 23, 2008 às 12:18 am (Sem-categoria)
Tags: apatia, inconstância
Fevereiro 22, 2008 às 5:35 pm (Sem-categoria)
Tags: amizades, novo, valores
Fevereiro 22, 2008 às 6:38 am (Sem-categoria)
Tags: cotidiano, hahah
Fevereiro 21, 2008 às 12:38 am (Sem-categoria)
Tags: antropologia, cultura
abaixo segue um enorme ctrl+c ctrl+v
“O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.
Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do séc. XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.
De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast, com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abssínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no norte da Europa.
Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano.”
[LINTON, Ralph. O homem: Uma introdução à antropologia. 3ed., São Paulo, Livraria Martins Editora, 1959. Citado em LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 16ed., Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003, p.106-108]
Fevereiro 13, 2008 às 3:16 pm (Sem-categoria)
Fevereiro 13, 2008 às 3:13 pm (Sem-categoria)
Tags: diálogo
Fevereiro 10, 2008 às 8:16 am (Sem-categoria)
Tags: conversa fiada.