sweet tangerine.

o mais tragicômico dessa dor é que mesmo mútua a gente não pode dividí-la.

Maringá, sua gay!

essa cidade tem um “quê” de acentuar as dores já tão bem experienciadas. digo isto porque já ouvi diversos relatos sobre como as coisas voltam a se agravar aqui e já to sentindo o tanto disso tudo que é verdade… é alguma influência mítica ou o fato dessa arborização que no meu caso me lembra desagradavelmente como é perder o ar em plena luz do dia… tomar remédio aqui não é nenhuma precaução, apenas necessário, obrigatório.

por que o desamparo é tão grande se as pessoas são inúmeras vezes mais atenciosas que na saudosa Curitiba? sim, essa coisa de comparar as duas cidades já tá cansativa e pior, fútil para os que ouvem o dilema da duríssima vida do garoto que fez positivo, passou na uem e mora perto de casa.

essa porra de mata fechada da a sensação de viver em uma estufa apenas maturando para um propósito que não é nem meu… a dor é tanta e tão diferenciada que me tira da órbita, do meu eixo, da rotação em torno do novo. eu quero aproveitar todo esse momento, mas a depressão somada com a dor de cabeça e a bizarra formigação facial que me deixa tão puto e tão assustado mostra uma resultante que me faz desejar incógnitas.

a exposição só evidencia o vazio, vazio, vazio.

vazio otário. vazio covarde, eu não me esqueço de você, não se preocupe, deixe-me mais solto que eu te dou a certeza que eu ainda volto e você ainda me consome.

fuck!

incapacitado de se expressar, talvez a operadora que você utiliza não ofereça suporte para este tipo de serviço.
não vô grita, não vou esculhambar o esculachado.
isso não vai me fazer uma pessoa melhor.
isso não vai me deixar famoso. e nada nunca vai mudar.
é esperar que a abstinência de lítio passe e que tudo fique igual.

que

que marasmo. que raiva. que estresse. que tédio. que nojo. que apático. que comum. que rotineiro. que erro. que equívoco. que deslize. que formigamento. que barulho. que irritante. que óbvio. que repetição. que cansaço. que pressão. que ruína. que devastado. que burrada. que escolha. que bobagem. que estranho. que vontade. que saudade. que falta. que vazio. que utópico. que passageiro. que ensosso. que singular. que maldição. que saco. que leveza. que ruim. que dor. que porcaria. que surpreendente. que irônico. que diferente. que droga. que sarcasmo. que falha. que lacuna. que característico. que deprimente. que repremido. que igual. que fraco. que porra. que sufocado. que trouxa. que aperto. que nó. que ódio. que insensível. que frio. que lógico.
que de novo… que seja.

críticas duras e boas intenções.

exigir perfeição do novo é deveras cansativo para não dizer inútil e outras coisas muito menos sutis. acontece que o novo assim como todo o resto não é perfeito, tem atos falhos, pensamentos preciptados, atitudes embaraçosas… é um risco custoso a se pagar pelos que nem conhecidos são, é comprometimento demais.
além do que, eu sei que eu não sou a pessoa mais fácil de se agradar, ainda mais quando eu emponho esse inatingível nível de satisfação que nem eu um dia cheguei a alcançar.
mas uma coisa é aceitar e engolir todos os defeitos de amigos que por mais “avesso” que sejam, a gente sabe muito bem das qualidades, das inúmeras virtudes que equivalem e superam as partes feias. outra bem diferente é mergulhar nessa árdua garimpação em águas desconhecidas na busca do incerto e impalpável.
quem sabe se esse padrão de satisfação desumano exista, não para ser alcançado e sim para ser desdobrado por alguém que consiga transformar prioridades em burocracia infundada apenas por ser um pouco mais real que a maioria.

talk talk…

- Oi senhor, você sabe onde fica o RU?
- Ahh, sei sim, pega aqui ó, toda a vida, aí quando você ver já vai tá na frente do recursos humanos…
- nãão o RH,…
- ?…
- o RU o restaurante universitário e tal…
- Ahhhhh, não sei (constrangimento)
- Ok eu me viro, hehe
muahahahaha

bloco de notas

abaixo segue um enorme ctrl+c ctrl+v

“O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.

Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do séc. XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.

De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast, com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abssínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no norte da Europa.

Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano.”

[LINTON, Ralph. O homem: Uma introdução à antropologia. 3ed., São Paulo, Livraria Martins Editora, 1959. Citado em LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 16ed., Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003, p.106-108]

- tirar o título de eleitor
- empacotar as apostilas
- tacar fogo em alguns papéis
- desencaixotar objetos pessoas
- separar o que é meu e o que não é
- doar sangue
- se cadastrar para doar medula
- gravar 5 Cds para mim
- gravar 6 Cds para algumas pessoas
- arrumar de uma vez o computador
- comprar material escolar
- registrar em cartório a minha assinatura
- regulamentar a minha matrícula
- fazer o meu cartão de crédito
- (…)

talk talk…

(18:01)  A: bob marley uma vez levo um tiro
e dois dias depois fez um show
(18:01)  A: contra a vontade dos medicos
quando perguntaram pra ele pq ele fez isso
(18:02)  A: ele disse que as pessoas que tentam fazer do mundo um lugar pior nao tiram nenhum dia de folga
(18:02) B: *-*
(18:02) B: uau
(18:02) A: para os que tentam fazer o bem tbm nao podem tirar
\o/
chau
(18:02) B: \o. lembrarei disso

bullshit…

Sorte de hoje: Seu sorriso singelo será sua salvaguarda garantida”
já tô com toda essa repulsa sobre o meu falso sorriso falso. aí o orkut vem e me fala uma bobagem dessas.
alguém sabe como se desativa a sorte do dia?

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