01.30.08
alguma coisa aconteceu, e além de não ter me dado conta que aconteceu, fui relapso a tal ponto de não saber o que foi. porque eu quero acreditar que existiu sim o fator que mudou tudo e que as coisas no mundo são diferentes das coisas in my mind. tudo tem que ter causa e conseqüência; começo, meio e fim.
1024MB de memória RAM
parece que eu estou sob efeito de uma quase overdose de cafeína, não que eu tenha tomado café a granel, urgh, é que eu vi esses dias um vídeo qualquer para me manter ocupado e o protagonista depois de algumas muitas xícaras de expresso passou a se comportar de forma semelhante à minha.
estou com três navegadores abertos, cada qual com no mínimo três sites diferentes abertos, porque nesse tempo de excesso de informação eu percebi que alguns domínios funcionam melhor em determinados navegadores
não me interprete mal, eu preciso desesperadamente de informações novas, me reciclar por completo no prazo máximo de vinte dias. gravar pelo menos mais cinco cds até o fim das férias, e até lá descobrir coisas novas de hora em hora.
não, não é nenhuma crise banal de insegurança “ai meu deus, será que vão gostar de mim?!?”, até porque já me acostumei em não agradar as pessoas que eu conheço de pouca data. na verdade o que eu quero é daqui alguns dias olhar para essas cicatrizes e de forma inocente me perguntar “e essa grande aqui, como eu fiz mesmo?”
porque sim ela tá grande e profunda, e ainda é um machucado que até com o menor contato desencadeia aquela sensação gelada que corre a espinha de um jeito aterrorizador.
eu tô correndo do passado e contra o presente… é difícil aceitar com naturalidade o que aconteceu sem nenhuma causa aparente, os pensamentos invadem todo e qualquer lugar que eu tento estar. ‘mas por quê?’, ‘você tem certeza?!’, ‘maybe you’re crazy’, ‘cadê tudo aquilo?’, ‘no way man’, ‘vamos ponderar um pouco…’. o que foi tudo isso, ou o que não foi? eu devo ter perdido a chave que abre isso no meio do caminho, e o caminho foi tão longo que não há outro pensamento a se pensar do que se não o ‘já era’, mesmo já não sendo.
das coisas que eu entendo
Oh meu amigo eu esperei tanto tempo por respostas e
depois de tanto tempo
Ainda havia mais, pra esperar
depois de tanto tempo
Ainda havia mais, pra esperar
Então eu sentei e esperei
E resolvi desprezar o tempo
Eu não sabia mais o que vestir e eu não tinha mais pra
onde ir
E resolvi desprezar o tempo
Eu não sabia mais o que vestir e eu não tinha mais pra
onde ir
E os dias passavam rápido como sonho
E você disse que eu saberia facilmente
Como chegar aonde eu queria
E você disse que eu saberia facilmente
Como chegar aonde eu queria
Não há raiva, não há morte
Só arrependimento e amor
Disso tudo eu entendo muito bem
Só arrependimento e amor
Disso tudo eu entendo muito bem
- Nenhum de Nós
01.29.08
caricatura.
não que eu não precise conhecer pessoas novas, mas é que me causa náusea só pensar em todo o processo artificial que é conhecer alguém, dizer o que quer ser, se moldar a situação, soltar e reter informações conforme o ritimo que embala, no fim tudo é tão caricato que nem vale a pena dar mais um passo.
eu que gosto daquelas duas músicas do system of a down, serei interpretado como fã incrédulo não só deles como de todo o heavy metal ou pior, como um sertanejista que é anti estados unidos. você que escreve (e fala!) ”ois” vai receber comentários dos mais maldosos, tudo porque sua recepção não é comum, brejera, efusiva, carente, paia, noob e por aí vai indefinidamente pelos mais tortuosos caminhos.
não digo que seja ruim, se moldar para causar uma boa impressão, só que as vezes a gente se molda de tal maneira que a forma não serve nunca mais.
vocations…
quando mais novo, as férias eram um perfeito período de metamorfose boa, era só as férias acabarem, e no primeiro dia de aula percebíamos quanto as pessoas tinham crescido, se transformado e tal.
uma lástima sem fim crescermos, as férias tem cruel efeito mutagêncio… quem é magro engorda, quem é gordo engorda ainda mais. se esquecem da fazer a barba, ou acham que isso não é nem importante. depilação? tá de brincadeira né?
tudo tende a decadência que é se deixar levar pelo embalo, para baixo, rolando, sendo soterrado, apenas porque como recém responsáveis nos damos ao direito de pensar que nas férias não precisamos ser assim tão rígidos, mas responsabilidade é uma coisa complexa e sem fim, não tira férias e ainda faz hora extra.
tell me a situation
uma coisa chata, dentre as tantas outras que se notam nessa situação, é que neste nada que tudo se tornou eu me vi na frente desse computador sem nada para fazer. sim, eu não faço nada de útil no universo cibernético inteiro… para não dizer que eu não faço nada por aqui eu justifico; pesquiso sobre música e cantores, e baixo seriados, só que adivinha só? eu to arrumando meu computador e todo o tempo que eu usava para pesquisar sobre música eu uso para arrumar elas. e os seriados? bom, os que eu acompanho estão hiatus devido a greve dos roteiristas norte americanos que não poderiam ter escolhido hora pior para fazer isso ¬¬. clap clap clap
resumindo, eu só to usando 1/3 do tempo que eu costumava usar no computador e o que eu fiz com os outros 2/3? olho para o teto, as vezes para o chão e o tempo parece não passar, meus favoritos já estão ultrapassados, pouquíssimas pessoas se prontificam a vir aqui em casa.
é, o tempo não pára e mesmo assim não passa.