01.29.08

sob o mesmo teto.

Enviado em Sem-categoria tagged , , , , às 3:45 am por joao henrique

chega não aguento mais, no fundo no fundo ninguém se importa, aliás, não precisa ir tão fundo assim é só atravessar o corredor e entrar naquele cômodo vazio e frio de janela voltada para a rua; engraçado que o sol invade e penetra aquele lugar o máximo  de tempo possível. talvez a frieza humana seja forte o bastante para conseguir converter toda aquela vida única em um único descaso… e esse não se importar me desmonta, como pode tal descaso em um mesmo teto; sempre me disseram quando eu saia daqui para nunca baixar a retaguarda e o engraçado é que eu nunca precisei ter a ‘guarda’ tão alta como eu tenho aqui, é tão perigoso, e a segurança tão frágil.
as conseqüências de ficar exposto a essa frieza é realmente nociva, queima e cristaliza, ao final sangra em profundidade que acompanha proporcionalmente o descaso.
morar fora me mimou um pouco, tinha me esquecido completamente que a amargura que aqui se cria é totalmente justificável, quantas vezes fui injusto em relação a isso… hoje não aprovo, mas respeito totalmente.

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