01.29.08
Enviado em Sem-categoria tagged expectativas às 9:53 pm por joao henrique
não que eu não precise conhecer pessoas novas, mas é que me causa náusea só pensar em todo o processo artificial que é conhecer alguém, dizer o que quer ser, se moldar a situação, soltar e reter informações conforme o ritimo que embala, no fim tudo é tão caricato que nem vale a pena dar mais um passo.
eu que gosto daquelas duas músicas do system of a down, serei interpretado como fã incrédulo não só deles como de todo o heavy metal ou pior, como um sertanejista que é anti estados unidos. você que escreve (e fala!) ”ois” vai receber comentários dos mais maldosos, tudo porque sua recepção não é comum, brejera, efusiva, carente, paia, noob e por aí vai indefinidamente pelos mais tortuosos caminhos.
não digo que seja ruim, se moldar para causar uma boa impressão, só que as vezes a gente se molda de tal maneira que a forma não serve nunca mais.
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Enviado em Sem-categoria tagged adulto, compromisso, crescer, responsabilidade às 9:20 pm por joao henrique
quando mais novo, as férias eram um perfeito período de metamorfose boa, era só as férias acabarem, e no primeiro dia de aula percebíamos quanto as pessoas tinham crescido, se transformado e tal.
uma lástima sem fim crescermos, as férias tem cruel efeito mutagêncio… quem é magro engorda, quem é gordo engorda ainda mais. se esquecem da fazer a barba, ou acham que isso não é nem importante. depilação? tá de brincadeira né?
tudo tende a decadência que é se deixar levar pelo embalo, para baixo, rolando, sendo soterrado, apenas porque como recém responsáveis nos damos ao direito de pensar que nas férias não precisamos ser assim tão rígidos, mas responsabilidade é uma coisa complexa e sem fim, não tira férias e ainda faz hora extra.
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Enviado em Sem-categoria tagged tempo às 8:54 pm por joao henrique
uma coisa chata, dentre as tantas outras que se notam nessa situação, é que neste nada que tudo se tornou eu me vi na frente desse computador sem nada para fazer. sim, eu não faço nada de útil no universo cibernético inteiro… para não dizer que eu não faço nada por aqui eu justifico; pesquiso sobre música e cantores, e baixo seriados, só que adivinha só? eu to arrumando meu computador e todo o tempo que eu usava para pesquisar sobre música eu uso para arrumar elas. e os seriados? bom, os que eu acompanho estão hiatus devido a greve dos roteiristas norte americanos que não poderiam ter escolhido hora pior para fazer isso ¬¬. clap clap clap
resumindo, eu só to usando 1/3 do tempo que eu costumava usar no computador e o que eu fiz com os outros 2/3? olho para o teto, as vezes para o chão e o tempo parece não passar, meus favoritos já estão ultrapassados, pouquíssimas pessoas se prontificam a vir aqui em casa.
é, o tempo não pára e mesmo assim não passa.
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Enviado em Sem-categoria às 8:15 pm por joao henrique
ah é, vamos deixar de lado o detalhe que comer margarina não é uma coisa sábia a se fazer já que a vida é assim tão curta.
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Enviado em Sem-categoria tagged calmaria, consciente, manhã, realidade, sono às 6:27 pm por joao henrique
hoje eu acordei naquele lugar que mais parecia uma propaganda de margarina.
o céu nem precisou estar azul para me sentir nesse outro estado, apenas um nublado branco com uma brisa imcompreensivelmente boa, de toque leve e frio foi o suficiente. brando.
a claridade do sol que penetrava a camada de nuvens invadia com cuidado meu quarto o deixava no ponto, no que se tratava de iluminação.
a música, céus, quem estava ouvindo música boa na minha casa? eu achei que eu era a exceção da regra que aqui rege, mas por sorte minha eu estava, felizmente, equivocado… o volume estava sistematicamente regulado para despertar aos poucos de forma gradativa. me vi na realidade consicente quando o refrão se aproximou, “eu sou jovem, mas estou envelhecendo… a espera foi longa para enfim aproveitar o dia, tudo o que já foi feito e dito… é, eu sou jovem, mas tenho um passado… viajei para encontrar o início, sim, estou assustado e isso tem me queimado. mas a vida é e continuará curta.”
é, e se não fossem duas horas da tarde quem sabe eu seria recepcionado ao dia com uma torrada envolvida de margarina, com um jingle ao fundo. a vida é curta.
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Enviado em Sem-categoria tagged quem sou eu às 5:15 pm por joao henrique
quem sou eu: tímido e cheio de poréns.
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Enviado em Sem-categoria às 5:57 am por joao henrique
só pra constar, obrigado equilíbrio. ;D
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Enviado em Sem-categoria tagged família, mudanças, amizade, amigos, influências, arte da sutileza, sutil, companheirismo, dedicação às 5:56 am por joao henrique
amizade, apesar de ser invariavelmente frágil graças ao fato de que pessoas confíaveis estão ameaçadas de extinção e ainda por cima não se reproduzem entre si, quando enfim consolidada passa a ser um leve, porém freqüente exercício de manutenção. trazer para o presente todas aquelas experiências passadas e perceber que a fórmula continua funcionando e a coisa rola legal, ainda melhor que antigamente devido ao inevitável amadurecimento das pessoas que continuam as mesmas, felizmente de um jeito totalmente diferente.
mudar é inevitável, mas manter sua essência independente do inclinamento introspectivo que se toma, é virtude. não esquecer do que se é, e assim ajudar os outros a serem o que são; talvez porque uma convivência traz a tona essa partilha de vícios e virtudes, onde cada vez mais você reconhece o outro em si, e cada vez mais esse traço largo de influência se torna sutil. sintonia.
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Enviado em Sem-categoria tagged bipolar, insanidade, baboseiras, palavra, nonsense, nosense, escrita, liberdade de expressão, exprimir, oprimir, sucumbir, insanidade aguda e total, falte de métrica, estupidez, infantilidade, bullshit às 4:23 am por joao henrique
por que justo agora que eu mais preciso as palavras fugiram de mim? cadê a métrica? o pensamento longilíneo que eu exercito sempre que possível? porque eu precisei procurar na porra do dicionário a palavra longilíneo? ah, e só pra constar, que demora foi essa pra achar a palavra longilíneo no dicionário?
eu devo estar carecendo de lítio. oi meu nome é joão henrique e eu estou limpo a 40 dias * se emociona* ¬¬, bá, bá! BÁ! grrr graaandes merda.
eu devo estar precisando de uma minuto de silêncio e cinqüenta e nove de conversa lógica, prática e sem grandes rodeios.
eu preciso tá parando com o gerundismo e de achar que os relacionamentos são como remédios que lemos tudo na bula e tão somente nela confiamos.
perdi a espontânedade (que provavelmente tá escrito de forma errada já que aquele acento não tem cabimento por se tratar de português e do fato que nossa riquíssima língua só acentua, oxitonas, paroxitonas e proparoxitonas, então… uadarréu? ah aurélio, você fica para uma próxima porque eu quero ir no banheiro e olhar você não rola) com as coisas que eu deveria ser realmente eu
minha vida passou para o papel e se eu me descuido entra para a categoria das fábulas. com direito a anjinho, diabinho e no mínimo mais uma meia duzia de vozes sussurrando incoêrencias no meu ouvido.
talvez eu seja mesmo problema, que nem a falta de remédio e nem mesmo remédio nenhum justifique essa falta de lógica descabível.
devem ser as palavras me castigando depois que eu as tratei com tanto desdém. ok, ok eu preciso de vocês, vocês são as rainhas do pop agora vadias, perdão, foi mal, sacaniei, me preciptei, errei mesmo. voltem para mim em forma de desabafo que eu as escrevo em uma texto histórico e as aceito enfim como um dom.
talvez a culpa não seja de vocês, talvez nem vocês aguentaram essa dose de realidade
talvez vocês estejam aqui, só que eu não consigo formular uma frase sem mudar de foco no meio do caminho, e tens razão, ninguém é obrigado a suportar isso. ninguém foi feito pra servir de palhaço esculachado, ainda mais quando o que está em questão são as palavras que colocaram os humanos em outro patamar. invejável.
moral nonsense de tudo isso: simplesmente não existe, porque no mesmo texto em que eu falo da necessidade das palavras eu reclamo de quão ruim é a minha vida quando traduzida para essa imperfeita linguagem.
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Enviado em Sem-categoria às 4:10 am por joao henrique
herdamos as dores de nossos pais tomamos partido disso e fazemos isso de um ponto de partida, é uma dramática somatória sem fim. é sofrer de graça, já que muitas vezes nem nossos problemas parecem ter solução. angústia.
angustia com aquele habitual nó na garganta e respiração profunda, eu não consigo pensar direito aqui; não que eu não goste de estar aqui ou das pessoas que fazem parte da minha vida… aqui tudo é tão evidente, tão visível aos olhos; aos olhos que infelizmente não se cegam diante de tanta informação, mas o que parece não acontecer com as janelas da alma infelizmente acontece com a paz, que cega e calada assiste em silêncio coisas que nem de longe eu queria presenciar.
se você quiser pensar que isso é fugir da realidade eu não tentarei tirar a sua razão, de alguma forma é isso mesmo… só que mais do que ninguém, sei exatamente quando eu posso mudar uma coisa, e quando (e quanto) uma coisa coisa pode me mudar. não vou lutar em vão, não vou entrar nessa utopia de ‘você é o oceano pacífico, você é o universo’. já vivi tempo suficiente pra saber quais lutas eu devo bater e em quais devo correr.
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