12.28.07
vertigo.
depois de algum tempo se revirando percebo que não há lado que satisfaça a minha pequena necessidade de respirar sem dor, não importa o jeito que eu sente, deite ou fique em pé, existe esse desconfordo descomunal que atordoa os sentidos e mata cruelmente e a prestação a minha paz, matando simplesmente o meu eu.
e vem essa vertigem, que faz a cabeça pesar me fazendo acreditar que em qualquer momento falho eu posso desmontar.
o pulmão parece levemente atrofiado ficando incapaz de puxar a quantidade necessária de ar, é como se essa houvesse uma corda que desse voltas e voltas em mim pressionando minha carcaça. tudo agora está dormente e sem nitidez, o organismo tenta manter o controle, funcionando com cautela a cada segundo se precavendo para o próximo.
a expiração é igualmente dolorosa o ar parece se esquivar nos alvéolos pulmonares se instalando em um remoto canto intoxicanto, estufando, perturbando, atordoando o meu corpo
um pequeno ciclo respiratório depois de fazer mais mal do que bem felizmente acaba. sobreviver cansae dói.
