12.26.07

things I never say.

Enviado em Sem-categoria tagged , , , , , , , , às 4:48 am por joao henrique

eu preciso de algum jeito não me abalar, ou melhor realmente me abalar com o que é criado com esse propósito, me abalar, sorrir, interagir, completar o par ação-reação que eu tanto falo quando aponto para os outros. de uma maneira ou de outra, mais cedo ou mais tarde isso vai parar de ser um problema só em mim, e começar a a ser um problema meu, para mim, de mim, de você para mim e afins.
se eu parasse de apontar defeitos e começasse a encaminhar soluções quem sabe algum grão se movesse, infelicidade a minha não saber alguma solução mesmo que ridícula.
minto na verdade eu sei, talvez a falta do carbolitium e de seus amiguinhos seja um dos agravantes disso tudo, mas é que realmente eu não vejo benefício em trocar meu comportamento por algumas mg de uma porcaria farmacêutica que a bula diz que me deixará normal. posso estar sendo sem graça, mas eu sei que esse normal não tem nada a ver com o meu estado natural e sim com o que as pessoas esperam de mim.
pode ser pedir demais, mas seria indiscrítivel o tamanho da gratidão que tomaria conta do meu humilde ser se houvesse uma solução menos danosa, que ao invés de me dopar apenas me guiasse.

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